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	<title>A imagem, o som, o tempo</title>
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	<description>Reflexões e especulações sobre documentação audiovisual</description>
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		<title>A imagem, o som, o tempo</title>
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		<title>O Som e Seus Formatos</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 20:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Macambyra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Semana dos Calouros da Escola de Comunicações e Artes da USP, vamos ter algumas palestras em torno no tema O Som e seus Formatos. Trata-se de um projeto da Leal Gravações Elétricas, em parceria com a Biblioteca da ECA. A programação é esta: &#62; 28/02 &#8211; Terça-feira &#8211; 19h &#8211; Discos de vinil: historicidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=imagemfalada.wordpress.com&amp;blog=22554962&amp;post=119&amp;subd=imagemfalada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Semana dos Calouros da Escola de Comunicações e Artes da USP, vamos ter algumas palestras em torno no tema O Som e seus Formatos. Trata-se de um projeto da<a href="http://lealge.com/" target="_blank"> Leal Gravações Elétricas</a>, em parceria com a <a href="http://www3.eca.usp.br/biblioteca" target="_blank">Biblioteca da ECA</a>. A programação é esta:</p>
<p>&gt; 28/02 &#8211; Terça-feira &#8211; 19h &#8211; Discos de vinil: historicidade e arte<br />
// Resumo: Apresentação de capas de disco de vinil com comentários sobre a sua historicidade, a arte visual das capas e sua relação com outras artes, como os quadrinhos.<br />
// Palestrante: Luciano Thomé &#8211; Mestrando em histórias em quadrinhos históricos, bacharel em História, desenhista e músico</p>
<p>&gt; 01/03 &#8211; Quinta-feira &#8211; 19h &#8211; Organização e conservação<br />
// Resumo: Conceitos e dicas de conservação e organização de mídias de áudio como o vinil, cd e em formatos digitais.<br />
// Palestrante: Marina Macambyra &#8211; Bibliotecária especializada em acervos audiovisuais</p>
<p>&gt; 02/03 &#8211; Sexta-feira &#8211; 19h &#8211; Evolução das mídias<br />
// Resumo: Sobre os formatos de áudio e suas diferenças técnicas e sensoriais a partir de uma análise técnica/musical.<br />
// Palestrante: Otávio Rossato &#8211; Trilheiro, músico e produtor musical</p>
<p>As palestras vão acontecer nas salas de áudio e vídeo da Biblioteca, que são pequenas (apenas 15 lugares). Se houver mais gente interessada poderemos repetir o evento, dependendo da disponibilidade dos palestrantes.</p>
<p>Publicarei depois o conteúdo da minha apresentação, se ficar legal.  E dos demais também, se eles autorizarem.</p>
<p>Faça sua inscrição neste link <a href="http://goo.gl/t7DEo" rel="nofollow nofollow" target="_blank">http://goo.gl/t7DEo</a></p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/02/osom-divulg_internet_semprog1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-160" title="" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/02/osom-divulg_internet_semprog1.jpg?w=300&#038;h=276" alt="" width="300" height="276" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/imagemfalada.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/imagemfalada.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/imagemfalada.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/imagemfalada.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/imagemfalada.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/imagemfalada.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/imagemfalada.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/imagemfalada.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/imagemfalada.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/imagemfalada.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/imagemfalada.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/imagemfalada.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/imagemfalada.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/imagemfalada.wordpress.com/119/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=imagemfalada.wordpress.com&amp;blog=22554962&amp;post=119&amp;subd=imagemfalada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Palavras ao vento</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 15:44:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Macambyra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalho há muitos anos organizando um acervo de imagens de obras de arte, inicialmente formado por  slides e fotografias sobre papel, hoje principalmente por imagens digitais. A coleção se destina a atender aos professores e alunos dos cursos de artes que precisam de reproduções de obras de arte para estudar e analisar. Já foi um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=imagemfalada.wordpress.com&amp;blog=22554962&amp;post=34&amp;subd=imagemfalada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho há muitos anos organizando um acervo de imagens de obras de arte, inicialmente formado por  slides e fotografias sobre papel, hoje principalmente por imagens digitais. A coleção se destina a atender aos professores e alunos dos cursos de artes que precisam de reproduções de obras de arte para estudar e analisar. Já foi um acervo bastante utilizado, mas hoje, por deficiências institucionais aliadas à concorrência da internet, não é tanto.</p>
<p>Os maiores problemas que a gente encontra na administração desse tipo de acervo são:</p>
<ul>
<li>Encontrar as imagens que os usuários precisam. Comprar fotos ou slides era praticamente impossível e mesmo hoje, com tanta imagem circulando na web, é difícil localizar boas imagens das obras que a gente quer.</li>
</ul>
<ul>
<li>Identificar corretamente autoria, títulos e outros dados necessários ao tratamento da informação.</li>
</ul>
<ul>
<li> Catalogar de forma correta, considerando que as regras tradicionais de catalogação são insuficientes e inadequadas para esse tipo de material – reproduções de obras de arte que são utilizadas como substitutas da obra original.</li>
</ul>
<ul>
<li>Dar acesso à coleção de forma simples e rápida.</li>
</ul>
<p>Já analisei algumas dessas questões em meu trabalho com José Estorniolo Filho, <a href="http://www.sbu.unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/2646.pdf" target="_blank">Propostas para tratamento de imagens de arte</a>.  Neste post vou me ater aos problemas de identificação das imagens com os quais já me bati ao longo dos anos.</p>
<p>Quando a gente começa a trabalhar com imagens descobre, logo nos primeiros 35 minutos de expediente, que imagens sem palavras raramente têm muita utilidade. Precisamos de palavras para poder catalogar as imagens e, antes de qualquer coisa, para saber o que são essas imagens.</p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/copinho1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-97" title="copinho" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/copinho1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>O que é isso aí em cima? Um microorganismo qualquer ou uma obra de arte abstrata? Nada disso, é o fundo de um copo com um restinho de vinho fotografado em close, de cima, e eu só sei disso porque vi a foto sendo feita.</p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/p1060115.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-96" title="P1060115" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/p1060115.jpg?w=300&#038;h=179" alt="" width="300" height="179" /></a></p>
<p>Fácil. São livros dentro de embalagens plásticas. Sim, mas por que estão dispostos assim, qual é a função desse agrupamento ensacado de livros? Estão à venda numa banca de camelô, é uma campanha publicitária sobre leitura e consumo de livros? Não, é um detalhe da instalação <em>Torre de Babel</em>, de <strong>Marta Minujin</strong>, montada e fotografada em Buenos Aires, junho de 2011.</p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/dufy.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-98" title="dufy" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/dufy.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>E agora? A parte fácil: é uma obra de arte.  A parte difícil: quem é o autor, qual é o título da obra, sua data de criação, técnicas e dimensões? Pertence a algum museu, a um colecionador ou ao próprio artista? Sem pistas, uma pessoa que não seja um excelente conhecedor de arte vai ter sérios problemas para encontrar essas informações, imprescindíveis para catalogação e a posterior recuperação da imagem.  Mesmo um especialista pode ter dificuldades, se a obra não for bastante conhecida.</p>
<p>Uma pista: o artista é  Raoul Dufy. E uma péssima notícia para quem sonha em trabalhar em acervos de imagens de obras de arte: essa situação, uma obra identificada apenas com o nome do artista, é extremamente frequente na vida de quem trabalha com isso. Quem fotografou esqueceu de anotar, prometeu mandar depois e não mandou ou perdeu o livro de onde reproduziu a ilustração . É por aí.</p>
<p>Tendo o nome do artista é possível encontrar a obra, mas não é exatamente fácil. Você encontra a obra, mas não a identificação. Encontra algo parecido, mas a foto é muita pequena e em preto e branco, não dá para saber se é a mesma. Ou você encontra tudo, mas não sabe se pode confiar na fonte. É muito comum encontrar informações erradas até mesmo em fontes que parecem sérias. Na web, geralmente os sites de museus e galerias de arte, as revistas e bases de dados especializadas em arte e os sites dos próprios artistas são fontes confiáveis, mas mesmo assim,  quem não está habituado com a área de artes preciso tomar cuidado. Informações em blogs, sites de compartilhamento de fotografias, jornais e revistas que não sejam da área, por exemplo, precisam ser encaradas com muitas reservas. Fontes impressas como livros ou revistas de arte, catálogos de exposição, enciclopédias e dicionários são, em geral, mais confiáveis, mas isso não deve ser tomado como regra. Já encontrei, em três bons livros diferentes, a mesma obra abstrata impressa em três posições e jamais consegui apurar qual é a correta.  E também já levei muita bronca de professor que encontrou erro em título de obra no acervo &#8230;  Erros e broncas são inevitáveis nessa área.</p>
<p>Uma recomendação que sempre faço a estagiários, auxiliares e bibliotecários  em treinamento é não se esquecer de olhar a imagem com atenção. Sim, porque depois que as pessoas descobrem que sem palavras não dá para fazer muita coisa com uma foto, correm o risco de ficarem obcecadas em encontrar títulos e autores, e acabam por se esquecer da imagem. Já vi acontecer várias vezes. Depois de horas de busca frustrada por mais informações sobre determinada catedral, o estagiário me pede socorro. Examino o slide e percebo que a fotografia não é de uma igreja. Alguém anotou errado na moldura Igreja X, ou colocou aquele slide numa moldura reutilizada . Bibliotecária esperta me entrega o resultado de seu trabalho: imagens digitais primorosamente catalogadas, depois de exaustiva pesquisa para identificá-las. Seria perfeito se as fotos não estivessem desfocadas.  Outra que não olhou direito as imagens&#8230;</p>
<p>Essas imagens são um excelente exemplo de como um olhar atento poderia evitar erros de identificação:</p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/dscn3947a.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-101" title="DSCN3947a" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/dscn3947a.jpg?w=298&#038;h=300" alt="" width="298" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/p1070639.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-102" title="P1070639" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/p1070639.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Trata-se de um monumento localizado na cidade de Granada (Espanha), uma homenagem ao último rei “mouro” da cidade, conhecido como Boabdil. A primeira vez que vi uma foto dessa estátua, num banco de imagens comercial espanhol,  desconfiei da  identificação. De acordo com a legenda, o grupo de esculturas representaria  Boabdil e Morayma. Como eu já havia lido alguma coisa sobre o personagem, sabia que Morayma era a esposa de Boabdil.</p>
<p>Agora olhem bem para essas imagens. A personagem feminina parece ser uma princesa muçulmana, a mulher do sultão? Com saia curta e sem véu? Observem a posição das duas figuras: a moça está no chão, erguendo a mão como se oferecesse algo ao sultão, que parece ligeiramente surpreso em seu pedestal. É difícil ver o detalhe, mas é uma flor o que ela tem na mão.  Não é preciso entender muito de estatuária nem de história da arte para saber que não é dessa forma que os casais reais são habitualmente representados. Cheguei a pensar que o rei teria se casado com uma súdita, uma camponesa cristã, por exemplo,  e que a cena teria algo a ver com a história do casal. Uma pesquisa rápida mostrou que não, o sujeito era casado com uma mulher da nobreza muçulmana.  Como o monumento é uma homenagem da cidade ao sultão, imaginei que a figura feminina poderia representar o povo de Granada, mas queria saber ao certo.</p>
<p>Fiz uma busca em diversos outros sites, e em todos encontrei a mesma identificação, até mesmo em sites de turismo da própria cidade. Em apenas um dos sites consultados, o blog de um jornalista que escrevia sobre cultura andaluza,  encontrei informação diferente: a moça representaria a cidade de Granada.  Quando estive lá, não consegui deixar de procurar a estátua. Na placa de identificação consta apenas uma espécie de dedicatória do monumento, oferecido a Boabdil pela cidade de Granada. O nome de Morayma não é mencionado. Ora, o título real da obra não pode ter sido omitido na placa? Talvez, mas não acho provável.<em><br />
</em></p>
<p>Por que, então, não encontrei a informação correta em site algum? Simplesmente porque o erro original, não se sabe de quem, foi sendo copiado e reproduzido preguiçosamente por todos que publicaram a imagem. E porque ninguém deu à imagem uns poucos minutos de atenção, e nem procurou comparar de forma crítica imagem e legenda. Se um bibliotecário desatento ou um estagiário inexperiente assumir que a legenda está correta, o erro pode ir parar na base de dados de uma biblioteca onde, supostamente, as informações são tratadas com seriedade. E será perpetuado, até que alguém perceba e venha a bronca. Resumindo: imagens precisam de palavras, mas cuidado com palavras jogadas ao vento.</p>
<p>E caso você, curioso de plantão, ainda não tenha conseguido localizá-la, a obra de Raoul Dufy é:</p>
<blockquote><p>A fada eletricidade<br />
1937<br />
Óleo sobre madeira<br />
Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris</p></blockquote>
<p>A busca teria sido mais simples se eu tivesse dado como exemplo outra foto da mesma obra:</p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/id03320.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-104" title="ID03320" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/id03320.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Acrescentar  “mural” a “Dufy” como termo de busca facilita muito a vida, mas nem sempre nossa vida é fácil, não é mesmo?</p>
<p><em>Crédito das fotos: todas as fotos deste post são da autoria de José Estorniolo Filho, exceto a primeira foto do monumento, que eu mesma fiz.</em></p>
<p><strong>Algumas fontes de informação interessantes para imagens de arte</strong>:</p>
<p><a href="http://www.photo.rmn.fr/" target="_blank">Agência Fotográfica da Reunion des Musées Nationaux (França)</a></p>
<p><a href="http://www.culture.gouv.fr/documentation/joconde/fr/pres.htm" target="_blank">Joconde: catálogo das coleções dos museus franceses</a></p>
<p><a href="http://www.britishmuseum.org/research/search_the_collection_database.aspx" target="_blank">British Museum</a></p>
<p><a href="http://www.scalarchives.com/web/index.asp" target="_blank">Scala Archives</a></p>
<p><a href="http://www.wga.hu/index1.html" target="_blank">Web Gallery of Art</a></p>
<p><a href="http://www.artcyclopedia.com/" target="_blank">Art Cyclopedia</a></p>
<p><a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais</a><code></code></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/imagemfalada.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/imagemfalada.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/imagemfalada.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/imagemfalada.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/imagemfalada.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/imagemfalada.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/imagemfalada.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/imagemfalada.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/imagemfalada.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/imagemfalada.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/imagemfalada.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/imagemfalada.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/imagemfalada.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/imagemfalada.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=imagemfalada.wordpress.com&amp;blog=22554962&amp;post=34&amp;subd=imagemfalada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A regra do jogo</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 15:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Macambyra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por que não se deve catalogar filmes como se fossem livros? Bibliotecários muitas vezes me olham com certo estranhamento quando critico a forma como a catalogação tradicional trata filmes. Imagens em movimento, na verdade. Aos olhos de catalogadores de livros e textos em geral, uma ficha catalográfica ou um registro MARC de um filme parecem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=imagemfalada.wordpress.com&amp;blog=22554962&amp;post=16&amp;subd=imagemfalada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Por que não se deve catalogar filmes como se fossem livros?</em></p></blockquote>
<p>Bibliotecários muitas vezes me olham com certo estranhamento quando critico a forma como a catalogação tradicional trata filmes. Imagens em movimento, na verdade. Aos olhos de catalogadores de livros e textos em geral, uma ficha catalográfica ou um registro MARC de um filme parecem tão coerentes e arrumadinhos, não? Dá uma sensação tão confortável quanto entrar num bom quarto de hotel que a gente já conhece e aprecia.<br />
Bem, então vamos experimentar olhar com olhos de usuário. Todos nós vamos ao cinema, assistimos televisão e DVDs, portanto todos somos usuários de filmes.<br />
Em qualquer fonte especializada de informações sobre cinema, base de dados de filme de caráter acadêmico ou comercial, em qualquer programação de cinema, nas críticas publicadas nas boas revistas, nas filmografias ou nos sites de filmes, vamos sempre encontrar mais ou menos as seguintes informações principais:</p>
<blockquote><p>Título original<br />
Título de distribuição no país da fonte de informação (a revista, o site etc)<br />
País de produção<br />
Data de produção<br />
Diretor, elenco e outros integrantes da equipe realizadora</p></blockquote>
<p>Precisamos do título original do filme, aquele que a obra recebeu em seu país de produção, para podermos reconhecê-lo. Para saber que <strong>O caçador de andróides</strong> é <em><strong>Blade runner</strong></em> e <strong>Uma mulher para dois</strong> é <em><strong>Jules et Jim</strong></em>. E que <strong>Antônio das Mortes</strong> é<em><strong> O dragão da maldade contra o santo guerreiro</strong></em>. Mas também precisamos do título que o filme recebeu aqui no Brasil para saber que <em><strong>Hakuchi</strong></em> é<strong> O idiota</strong>, de Akira Kurosawa e que <em><strong>Das weiße Band &#8211; Eine deutsche Kindergeschichte</strong></em> é <strong>A fita branca</strong>, de Michael Hanecke.</p>
<p>O país de produção do filme é importante porque podemos não gostar de filmes americanos ou italianos, ou estamos fazendo um trabalho sobre o cinema francês, ou queremos saber um pouco sobre o Chile assistindo filmes desse país.</p>
<p>A data de produção é fundamental por motivos semelhantes. Por exemplo, eu não gosto dos filmes que os Estados Unidos fazem hoje, mas gosto dos que faziam nos anos 60. Você pode estar estudando o cinema europeu dos primeiros anos do pós-guerra, ou o cinema alemão produzido durante o período nazista. Ou precisa de imagens da atriz Bette Davis jovem. Para sair um pouco do domínio da ficção, imagine que você está procurando imagens do centro de São Paulo em 1950 ou quer saber como era o Partenon antes da última restauração e tente encontrar os filmes certos numa base de dados que não informe em que ano as imagens foram produzidas.</p>
<p>Podemos encontrar mais ou menos informações, mas essas aí raramente faltam, porque precisamos delas para identificar ou escolher o filme. Observem os exemplos do tratamento dado ao filme francês <strong>Acossado</strong> (<em><strong>À bout de souffle</strong></em>, 1960), de Jean-Luc Godard:</p>
<p><strong>British Film Institut</strong></p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-15-54-38.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-35" title="Snap 2012-01-04 at 15.54.38" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-15-54-38.png?w=300&#038;h=291" alt="" width="300" height="291" /></a></p>
<p>Mais detalhes no link do<a href="http://ftvdb.bfi.org.uk/sift/title/65662" target="_blank"> BFI</a>.</p>
<p><strong>Internet Movie Database</strong></p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-15-54-10.png"><img class="aligncenter  wp-image-36" title="Snap 2012-01-04 at 15.54.10" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-15-54-10.png?w=354&#038;h=281" alt="" width="354" height="281" /></a></p>
<p><em>Clique na imagem para ampliar</em>. <em>Mais detalhes no link do</em> <a href="http://www.imdb.com/title/tt0053472/" target="_blank">IMDb</a>.</p>
<p>Até mesmo num site de locadora e revendedora comercial de DVDs, cujo foco é, portanto, a edição específica em DVD que está sendo vendida, podemos observar o cuidado em fornecer as informações mais importantes sobre a obra original:</p>
<p><strong>2001 Vídeo</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-13-53-41.png" target="_blank"><img class="aligncenter  wp-image-37" title="Snap 2012-01-04 at 13.53.10" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-13-53-10.png?w=342&#038;h=141" alt="" width="342" height="141" /><img class="aligncenter  wp-image-38" title="Snap 2012-01-04 at 13.53.41" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-13-53-41.png?w=338&#038;h=227" alt="" width="338" height="227" /></a><em></em></p>
<p><em>Clique na imagem para ampliar</em></p>
<p>Nas revistas especializadas vamos encontrar mais ou menos a mesma coisa, embora eu não tenha exemplos do mesmo filme:</p>
<p><strong>Revista Sight &amp; Sound</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/sight1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-53" title="sight" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/sight1.jpg?w=145&#038;h=388" alt="" width="145" height="388" /></a></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Revista Cahiers du Cinéma</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/cahiers.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-54" title="cahiers" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/cahiers.jpg?w=366&#038;h=113" alt="" width="366" height="113" /></a></p>
<p>Se quiserem ver mais exemplos, façam buscas nos sites da <a href="http://www.cinemateca.org.br/" target="_blank">Cinemateca Brasileira</a>, da <a href="http://35.mostra.org/arquivo/" target="_blank">Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</a> ou  no <a href="http://www.filmarchives-online.eu/" target="_blank">Filmarchives Online</a>.</p>
<p>Viram? Agora vamos ver como os bibliotecários catalogam filmes:</p>
<p><strong>World Cat</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-13-11-51.png" target="_blank"><img class="aligncenter  wp-image-39" title="Snap 2012-01-04 at 13.11.51" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-13-11-51.png?w=345&#038;h=124" alt="" width="345" height="124" /></a><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-13-17-18.png" target="_blank"><img class="aligncenter  wp-image-40" title="Snap 2012-01-04 at 13.17.18" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/snap-2012-01-04-at-13-17-18.png?w=341&#038;h=220" alt="" width="341" height="220" /></a></p>
<p><em>Clique na imagem para ampliar. Mais detalhes no link do</em><a href="http://www.worldcat.org/title/breathless/oclc/650104386?ht=edition&amp;referer=di" target="_blank"> World Cat</a>.</p>
<p>Não temos o título original do filme, apenas o título para distribuição nos Estados Unidos e outros países de língua inglesa. De cara isso pode criar dúvidas para um usuário com pouca informação sobre cinema, porque existe uma refilmagem  americana de 1983 com esse título, dirigida por Jim McBride. Também não vemos o país de produção e a data só aparece timidamente escondida lá nas notas, em meio a diversas outras informações menos relevantes.</p>
<p>Entretanto, em local de destaque logo após os autores, e com a etiqueta &#8220;Editora&#8221;, vemos os dados da distribuidora em DVD desse filme dos Estados Unidos. Uma informação que tem seu interesse para o usuário, mas que não é tão importante para a identificação do documento quanto o país e a data de produção. Colocados dessa forma no registro, esses dados podem até mesmo confundir o usuário.  Estados Unidos? 2010? Como assim, será que esse é o filme que estou procurando?</p>
<p>O diretor, o produtor e três dos atores surgem identificados com &#8220;autores&#8221; e sem especificação de suas funções no filme. Já o diretor de fotografia, sabe-se lá por qual razão, aparece sozinho nos créditos.</p>
<p>Essa catalogação é tão estranha que, no limite, pode dificultar a recuperação da informação e o reconhecimento do documento tratado. Mas é uma catalogação que, de acordo com as regras o AACR2, está correta. Poderia estar mais completa, mas não está errada.</p>
<p>O conceito de título original sequer existe no AACR2. O que existe para essa norma tão popular é o título principal, definido como &#8220;o nome principal de um item, incluindo qualquer título alternativo, mas excluindo títulos equivalentes e outras informações sobre o título&#8221; (CÓDIGO &#8230;, 2004, Apêndice, D-15). Acontece que o item, para a catalogação tradicional, é o documento que o catalogador tem em  mãos. Seguindo essa lógica, é perfeitamente possível que o catalogador de um filme francês distribuídos nos Estados Unidos conclua, como no exemplo acima,  que o título principal é aquele que aparece na capa do DVD ou vídeo, já que as fontes principais de informação são, segundo o AACR2, o próprio item e seu &#8220;contêiner&#8221;. E mesmo que nosso catalogador trabalhe direito e resolva visualizar os créditos do filme, poderá não encontrar o título original logo no início do filme. Em alguns casos, o título só vai aparecer depois de alguns minutos ou mesmo apenas no final do filme. Diante disso, talvez esse colega opte pelo título que encontrou com mais facilidade. Ou então, pode topar com a seguinte situação:</p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/potemkin1.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-61" title="potemkin" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2012/01/potemkin1.png?w=300&#038;h=196" alt="" width="300" height="196" /></a></p>
<p style="text-align:left;">São muitas as oportunidades para o bibliotecário pode deixar de lado justamente o título original do filme, uma informação tão importante para o usuário. A solução seria adotar a orientação das regras da Federação Internacional dos Arquivos de Filmes, que considera o título original como o título principal do filme, ainda que esse não conste do documento tratado (FÉDÉRATION &#8230;, 1991, p, 13). Essa decisão nem estaria em desacordo com o precioso AACR2 que, afinal, não dá instruções muito precisas para escolha de títulos de filmes e nem diz, a rigor, que não podemos optar sempre pelo título original.</p>
<p style="text-align:left;">Quanto ao país de produção, já existe no formato MARC, desde 1998, um campo específico para registrá-lo, o 257. Infelizmente esse campo parece ainda não ser muito popular entre os bibliotecários que catalogam filmes, talvez porque não haja  no AACR2 uma regra que preconize o registro dessa informação como obrigatória. A data de produção não tem campo específico no MARC, e muitas vezes os bibliotecários que sabem de sua importância a registram no campo 500  de Notas Gerais  &#8211; o popular lixão dos catalogadores -  por falta de opção. Outra solução admitida pelo MARC é  o campo 260 subcampo c, que não é o ideal, mas é melhor do que o lixão. Mas também não a vejo sendo muito utilizada quando faço buscas na <span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Online Computer Library Center (</span>OCLC)  para fazer catalogação copiada no Banco de Dados Bibliográficos da USP, torcendo para NÃO encontrar um registro que eu precise copiar &#8211; porque raramente encontro um registro bem feito que compense o trabalho de copiá-lo.</p>
<p style="text-align:left;">A raiz do problema é novamente a mesma: tratar o item em mãos. De acordo com nosso velho AACR2, na área de Publicação, Distribuição etc devem ser indicados o local (entendido como cidade) de publicação, a distribuidora e a data de distribuição do item que está sendo analisado. Fazendo analogia com a catalogação de livros parece razoável, mas no fundo é privilegiar uma informação de importância secundária  e mandar para o lixão das notas gerais as informações que ajudam a definir e identificar o filme. E além disso, é muito raro encontrar a cidade da distribuidora e a data de distribuição do vídeo ou DVD, justamento porque essas informações são perfeitamente desimportantes. O nome da empresa distribuidora tem seu interesse para o usuário, porque pode ajudá-lo a avaliar a qualidade técnica do material, mas cidade e data são informações que só interessam aos bibliotecários no momento de fazer a famosa catalogação copiada.</p>
<p style="text-align:left;">A questão da autoria das obras cinematográficas também não é bem resolvida pelo AACR2 e formato MARC. Filmes são, em geral, criações coletivas de uma equipe com variados graus de responsabilidade em relação ao conteúdo do trabalho. Um catalogador que não esteja familiarizado com as funções de uma equipe realizadora e com a terminologia utilizada nos créditos dos filmes terá, certamente, muitas dúvidas sobre o que registrar no campo 245 subcampo c do formato MARC (Indicação de responsabilidade).  A orientação do AACR2 é registrar os participantes &#8220;considerados de maior importância&#8221; ou seja, os que figuram &#8220;com destaque no item&#8221;, remetendo às notas os demais integrantes da equipe. Diante das dificuldades em interpretar essas instruções tão vagas, os catalogadores tomam decisões extremas. Há os que não colocam ninguém, privando o usuário de informações importantes, e há os que colocam muitos nomes sem grande relevância, poluindo desnecessariamenteo registro e confundindo o usuário. Pretendo escrever um post sobre esse assunto, que é complexo e interessante. Bem, pelo menos para quem gosta de catalogar filmes.</p>
<p style="text-align:left;">Observem esse outro exemplo extraído do Wordcat, que também não é muito melhor do que o primeiro:</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://www.worldcat.org/title/ausser-atem/oclc/643112489?ht=edition&amp;referer=di" target="_blank">Ausser Atem</a></p>
<p style="text-align:left;">Se vocês fizerem outras buscas encontrarão, com certeza, registros melhores, mas também há piores.  O problema não são os bibliotecários, mas a adaptação de regras criadas para livros aos demais documentos, sem levar em conta as necessidades dos usuários e a própria natureza desses documentos.</p>
<p style="text-align:left;">E o RDA (Resource Description and Access), vai melhorar o panorama da catalogação de imagens em movimento? A grande vantagem no novo código é o fato de se basear no modelo dos Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR). Pensar a catalogação de filmes com foco nas quatro entidades do Grupo 1 dos FRBR &#8211; Obra, Expressão, Manifestação e Item &#8211; deve permitir um tratamento mais adequado das complexidades desse tipo de documento, mas o RDA  ainda precisa ser analisado e testado.</p>
<p style="text-align:left;">No <a href="http://www3.eca.usp.br/sites/default/files/Olga/Manual_de_catalogacao_de_filmes.pdf" target="_blank">Manual de catalogação de filmes da Biblioteca da ECA</a> faço algumas comparações entre a catalogação tradicional, a metodologia local dessa Biblioteca e os FRBR.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Sugiro a leitura dos artigos</strong>:</p>
<p style="text-align:left;">CHEW, Chiat Naum; ELHARD, Kathryn C. Cataloguing, lies and videotape: comparing the IMDB and the library catalogue. <strong>Cataloging and Classification Quarterly</strong>, New York, v. 41, n. 1, p. 23-43, 2005.</p>
<p style="text-align:left;">McGRATH, Kelley; BISKO, Lynne. <a href="http://journal.code4lib.org/articles/775" target="_blank">Identifying FRBR work-level data in MARC bibliographic records for manifestations of moving images</a>. <strong>Code4Lib Journal</strong>, [s.l.], n. 5, p. 12-15, 2008.</p>
<p style="text-align:left;">YEE, Martha M. <a href="http://repositories.cdlib.org/cgi/viewcontent.cgi?article=6113&amp;context=postprints" target="_blank">FRBR and moving image materials</a>: content (Work and Expression) versus carrier (Manifestation). Oakland: University of California, 2007.</p>
<p style="text-align:left;">Para quem quiser se aprofundar no estudo de catalogação e metadados de filmes, recomendo o site <a href="http://filmstandards.org/fsc/index.php/Main_Page" target="_blank">Metadata Standards for Cinematographic Works</a>, que traz links para alguns padrões de metadados europeus e para a wiki da Comissão de Catalogação e Documentação da FIAF, onde podemos acompanhar o processo de revisão das normas de catalogação dessa instituição.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><em>Porque filmes não são livros.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:left;"><strong>Referências</strong>:</p>
<p style="text-align:left;">CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed. rev.  São Paulo: FEBAB: Imprensa Oficial, 2004.</p>
<p style="text-align:left;">FÉDÉRATION INTERNATIONALE DES ARCHIVES DU FILM. <strong>The FIAF cataloguing rules for film archives</strong>. München: K.G. Saur, 1991. Disponível em &lt;http://www.fiafnet.org/pdf/uk/FIAF_Cat_Rules_-_1.pdf&gt; Acesso em 10 jan. 2012.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/imagemfalada.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/imagemfalada.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/imagemfalada.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/imagemfalada.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/imagemfalada.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/imagemfalada.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/imagemfalada.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/imagemfalada.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/imagemfalada.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/imagemfalada.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/imagemfalada.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/imagemfalada.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/imagemfalada.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/imagemfalada.wordpress.com/16/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=imagemfalada.wordpress.com&amp;blog=22554962&amp;post=16&amp;subd=imagemfalada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">sight</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Indexando filmes numa tarde de sexta-feira</title>
		<link>http://imagemfalada.wordpress.com/2011/12/10/indexando-filmes-numa-tarde-de-sexta-feira/</link>
		<comments>http://imagemfalada.wordpress.com/2011/12/10/indexando-filmes-numa-tarde-de-sexta-feira/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 15:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Macambyra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Indexação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://imagemfalada.wordpress.com/?p=12</guid>
		<description><![CDATA[Indexar filmes é um dos trabalhos mais divertidos e interessantes que os bibliotecários já inventaram para fazer. O que não quer dizer que seja um trabalho fácil. Um dia desses eu estava às voltas com Mais uma noite , curta realizado por estudantes do Curso de Audiovisual da ECA/USP, produzido pela Escola. À primeira vista [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=imagemfalada.wordpress.com&amp;blog=22554962&amp;post=12&amp;subd=imagemfalada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Indexar filmes é um dos trabalhos mais divertidos e interessantes que os bibliotecários já inventaram para fazer. O que não quer dizer que seja um trabalho fácil.</p>
<p>Um dia desses eu estava às voltas com <strong>Mais uma noite</strong> , curta realizado por estudantes do Curso de Audiovisual da ECA/USP, produzido pela Escola. À primeira vista não me pareceu conter nenhum problema sério de análise, é um filme com enredo linear e sem grandes complicações, nada comparável aos trabalhos experimentais de difícil compreensão que os alunos às vezes produzem.</p>
<p><a href="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2011/12/mais.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-20" title="mais" src="http://imagemfalada.files.wordpress.com/2011/12/mais.png?w=300&#038;h=166" alt="" width="300" height="166" /></a></p>
<p>Conta mais ou menos a seguinte história: um rapaz e uma moça, ambos muitos jovens, se encontram numa balada. Carol, cansada de ser assediada por garotos que se aproximam já usando as mãos, tenta se livrar um deles abraçando Caio, com quem havia trocado um rápido olhar momentos antes. Os dois conversam um pouquinho. São inteligentes, irônicos e compartilham o mesmo tipo de humor. Um interesse genuíno parece surgir entre os dois mas, enquanto ela vai ao toalete, os amigos dele o convencem a investir numa menina mais fácil de levar para um hotel. A noite termina com os dois voltando para casa com suas respectivas turmas, com alguma decepção no olhar.</p>
<p>Comecei a aplicar o esquema que utilizo para indexar filmes de ficção:</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="288"> Caracterização dos personagens principais: profissão, gênero, faixa etária, natureza, etnia, nacionalidade etc.</td>
<td valign="top" width="288"></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="288">  Época da ação</td>
<td valign="top" width="288"></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="288">  Local da ação</td>
<td valign="top" width="288"></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="288">  Ações, eventos, situações</td>
<td valign="top" width="288"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os personagens aparentam ter algo entre 18 e 20 anos, uma das meninas está na faculdade. Devo chamá-los de “adolescentes” ou de “jovens”?<em></em></p>
<blockquote><p><em>Identificar, entender, nomear. Três processos importantes para a indexação de imagens, nem sempre de realização simples.</em></p></blockquote>
<p>Para a Organização Mundial da Saúde a adolescência vai até os 20 anos, e os personagens me parecem tão infantis que minha tendência inicial é optar por “adolescentes”. Os diálogos e todo o contexto da história indicam que estamos no mundo dos adolescentes, mas talvez meu conceito de adolescente esteja desatualizado, porque não convivo com pessoas dessa faixa etária.</p>
<blockquote><p><em>Quando indexamos imagens nossas experiências e visão do mundo interferem de forma mais decisiva na escolha dos termos do que ocorre com outras linguagens.</em></p></blockquote>
<p>Enfim, fico com o termo “Adolescentes”. Uma parte dos usuários que recupere esse filme ao buscar “adolescentes” na base de dados vai concordar comigo, outra parte vai pensar que eu não entendo nada de adolescentes. Há que conviver com isso. O termo “Jovens” parece dizer menos sobre o conteúdo do filme, mas enquanto escrevo esse texto mudo de ideia e resolvo colocar os dois.</p>
<table width="575" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="288"> Caracterização dos personagens principais</td>
<td style="text-align:center;" valign="top" width="288">Adolescentes</p>
<p>Jovens</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os termos constam do Vocabulário USP, que utilizamos na Universidade de São Paulo para indexar todos os tipos de documentos, em todas as áreas. Essa abrangência tão grande traz alguns problemas, que pretendo comentar em outra oportunidade.</p>
<p>A época não está indicada de forma explícita no filme. Não há letreiros, não há diálogos em que a época seja citada, não há imagens que situem esses personagens no tempo de forma inequívoca. É possível deduzir, pelo forma de falar e de vestir, que a ação transcorre mais ou menos na época em que o filme foi realizado, em 2009. Mas a época, por si só, não é um elemento tão relevante nesse filme que justifique ser um termo para busca. Minha decisão de não considerar esse elemento é consciente, mas também tenho consciência de que, dentro de alguns anos &#8211; dez, quinze e até menos &#8211; alguém poderá procurar um documento qualquer que retrate o comportamento dos jovens no final dessa primeira década do século 21. Daqui a 15 anos talvez elementos que hoje não me parecem muito característicos da época atual adquiram relevância para o pesquisador. Como saber? Quando vejo filmes que indexei há 15 anos às vezes considero que são bons documentos para analisar a época, às vezes não.</p>
<p>E vamos para o local. O ambiente é urbano, mas não é possível identificar a cidade. E mesmo que fosse possível, a cidade aparece muito pouco no filme, não faria sentido indexar pelo seu nome. Os personagens dizem que estão numa “balada”. Dúvidas me assaltam. Balada é o nome do evento social, algo parecido com “festa” ou com o “baile” de antigamente? Balada também não poderia ser o nome do local? Pergunto para a estagiária, única jovem presente no recinto da biblioteca. Ela acha que a palavra tem os dois sentidos, mas avisa que os adolescentes não estão mais usando o termo. Não sabe qual seria a palavra da moda, mas já foi chamada de velha ao falar em balada, minha estagiária de 20 ou 21anos.</p>
<p>A balada que já existe no Vocabulário USP é uma forma musical, portanto não me serve.Poderia solicitar a inclusão de um novo termo com outra acepção, mas tenho minhas dúvidas quanto a propor um conceito novo difícil de definir, e que amanhã talvez já tenha caído em desuso. Desisto da balada com certa frustração porque afinal, considerando apenas o conteúdo do filme, balada seria um ótimo termo.</p>
<p>E como chamar, afinal, o local onde transcorre quase que a totalidade da ação do filme? É um local onde as pessoas dançam, bebem, paqueram. Um bar, uma boate, uma danceteria? Ainda se usam esses termos? Diante da impossibilidade de pesquisar, porque Mais uma noite não é o único filme que preciso indexar antes da minha jornada terminar, procuro uma solução aceitável no Vocabulário USP. O termo que mais se aproxima é Casas noturnas. Sem muitas alternativas, fico com ele.</p>
<table width="583" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="288"> Local da ação</td>
<td valign="top" width="288"> Casas noturnas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O filme trata, sobretudo, do comportamente da juventude em relação a relacionamentos, sexo, namoro, paquera. E também das pressões dos grupos sobre os indivíduos, da necessidade de autoafirmação da molecada. Sim? Não? Estou fazendo interpretações muito pessoais? Talvez, mas não são interpretações descabidas, logo tento encontrar um termo que descreva bem esses assuntos no Vocabulário USP, que não foi concebido para indexar filmes de ficção. Eu preciso usar o Vocabulário USP, não sei se já mencionei.</p>
<p>Encontro o termo “Relações homem-mulher”. Bem, é isso, mas o termo da área de Psicologia parece um tanto sisudo para o nosso filme. Continuo procurando e topo com “Comportamento de corte (humano)”. Anos de prática em indexação me ensinaram que, quando a coisa começa a ficar engraçada, é hora de desistir. Se eu estou achando engraçado, imaginem o usuário … Opto pelo termo mais geral “Comportamento”.</p>
<table width="537" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="288"> Ações, eventos etc</td>
<td valign="top" width="288"> Relações homem-mulher</p>
<p>Comportamento</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>E o que mais? Se eu indexasse de forma mais específica, com o foco em sequências isoladas, gostaria de usar “Pessoas bebendo” e “Pessoas dançando”. Se fosse indexar dessa forma, teria que propor ao Vocabulário USP a incorporação de frases como essas, que são fundamentais para indexar imagens. Mas esse problema fica para o futuro. Por enquanto, a presença de pessoas bebendo ou dançando será sugerida pelo termo que designa o ambiente. É o que dá para fazer.</p>
<p>E aí? Alguém gostaria de discutir minha indexação? Pode ser divertido. Se não estiverem interessados, pelo menos vejam o filme dos meninos:</p>
<p><a href="http://youtu.be/ir7imfwUVQ8" target="_blank">http://youtu.be/ir7imfwUVQ8</a></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Leituras</strong></p>
<p>Esse modelo para indexação é algo que fui desenvolvendo a partir das perguntas e pedidos dos próprios usuários da coleção de filmes da Biblioteca da ECA. Trabalhei atendendo ao público por mais de 10 anos, numa época em que o usuário se dirigia aos bibliotecários com mais frequência do que acontece hoje, que todos pensam que sabem fazer buscas sozinhos. Trata-se de um método resultante da prática profissional e da interação com o público, mas não é, de fato, invenção minha. É uma forma de indexar, como descobri depois de começar a aplicá-la, bastante usual no campo da indexação de obras ficcionais. Essas facetas são adotadas no <strong>Tesaurus for indexing fiction</strong>, de Eiler Jansson e Bo Södervall e no <strong>Kaunokki: the Finish thesaurus for fiction</strong>, experiências escandinavas analisadas por Saarti (p. 89-90). Baseando-se em pesquisa com usuários de bibliotecas públicas, Annelise Pejtersen desenvolveu o método considerado por Lancaster (p. 193) o mais aprimorado para indexação de literatura de ficção, que inclui época, local, conteúdo temático,ação e curso dos acontecimentos entre as dimensões propostas para indexar obras ficcionais (PEJTERSEN, p. 254). Lancaster considera que se pode atribuir um termo de indexação a uma obra de ficção para representar seu tema ou temas centrais, fatos ou situações que ela pode exemplificar e o ambiente em que ela se situa, em suas dimensões espaciais, temporais e de personagem (LANCASTER, p. 190). Um estudo realizado a partir de questões enviadas por e-mail ao Deutsche Film Institute no período de um ano identificou, entre as perguntas relacionadas ao conteúdo dos filmes, local e época como as mais frequentes (HERTZUM, p. 177). O Laboratório de Investigação Audiovisual do Instituto de Arte e Comunicação Social e da Universidade Federal Fluminense propôs um modelo para representação de filmes de ficção do qual fazem parte as facetas gênero, registro temporal da trama, gancho temporal, referência histórica e temas, entre outras. (CORDEIRO e AMÂNCIO, p. 92).</p>
<p>CORDEIRO, Rosa Inês de Novais; AMÂNCIO, Tunico. Análise e representação de filmes em unidades de informação. <strong>Ciência da Informação</strong>, Brasília, v. 34, n. 1, p. 84-90, jan./abr. 2005.</p>
<p>HERTZUM, Morten. Requests for information from a film archive: a case study of multimedia retrieval. <strong>Journal of Documentation</strong>, v. 59, n. 2, 2003, p.168-186.</p>
<p>LANCASTER, F. W. Da indexação e redação de resumos de obras de ficção. In.: <strong>Indexação e resumos</strong>: teoria e prática. Brasília, Briquet de Lemos / Livros, 2004, p. 189-199.</p>
<p>PEJTERSEN, Annelise Mark. The meaning of “about” in fiction indexing and retrieval. <strong>Aslib Proceedings</strong>, v. 31, n. 5, 1979, p. 251-257.</p>
<p>SAARTI, Jarmo. Fiction indexing and the development of ficcion thesauri. <strong>Journal of Librarianship and Information</strong> <strong>Science</strong>, v. 31. n. 2, 1999, p. 85-92.</p>
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